Os
restos mortais de Marcos Kitano Matsunaga, diretor da Yoki que foi morto
e esquartejado no ano passado, vai ser exumado em 12 de março, informou
nesta terça-feira (19) o Tribunal de Justiça de São Paulo. O Instituto
Médico-Legal (IML) autorizou que a exumação ocorra às 9h daquele dia, no
Cemitério São Paulo.
O juiz
Adilson Paukoski Simoni, da 5ª Vara do Júri de São Paulo, autorizou em
janeiro a exumação do corpo do empresário. Uma nova perícia será
realizada no cadáver para determinar o exato momento em que o diretor da
Yoki foi morto.
Há
dúvidas se Marcos morreu por um tiro na cabeça ou se ainda estava vivo
no momento em que seu corpo foi esquartejado. O pedido da exumação foi
feito pela defesa da viúva e ré confessa do crime, Elize Matsunaga.
Divulgado
em junho, um laudo que fez parte do inquérito policial do caso apontou
que Marcos foi decapitado quando ainda estava vivo. Segundo os peritos, a
morte ocorreu por choque traumático, causado pela bala, e asfixia
respiratória por sangue aspirado devido à decapitação. Na ocasião da
divulgação do laudo, porém, seu resultado já havia sido questionado pelo
advogado de Elize, Luciano Santoro.
O
defensor entende que Elize pode pegar uma pena de no máximo dez anos. A
exumação poderá ser chave para que Elize não seja condenada pela
qualificadora de meio cruel caso fique comprovado que Marcos morreu em
razão do disparo na cabeça e que já estava morto quando foi
esquartejado. A assistente da defesa, Roselli Soglio, afirmou que em
casos de traumatismo craniano causado por um tiro de pistola 380 a morte
acontece em poucos segundos.
Para o
promotor José Carlos Cosenzo, o crime foi premeditado, por motivo
financeiro - Marcos era diretor da empresa de alimentos Yoki. Ele espera
que ela seja condenada a 30 anos de prisão por homicídio triplamente
qualificado – motivo torpe (vingança movida por dinheiro), utilização de
recurso que impossibilitou a defesa da vítima e meio cruel
(esquartejamento).
Reprodução Cidade News Itaú
Casal Elize e Marcos Matsunaga
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